quarta-feira, 9 de abril de 2014

Mutirão no CDC Vento Leste!



O final de semana foi de muito trabalho no CDC Vento Leste, espaço que o Dolores ocupa juntamente com outros grupos. No sábado, dia 05 de abril, vários integrantes destes coletivos se reuniram para a realização de um mutirão de limpeza e manutenção do espaço e para o mutirão de construção da cozinha caipira.

Os grupos aproveitaram para fazer uma reunião com decisões sobre a gestão do espaço, como a escala de limpeza e outros acertos. A construção da cozinha também caminhou - o projeto de alteração do espaço integra as ações do CDC como um todo, mas especialmente as do Dolores e do Parlendas que as incluíram em seus Projetos de Fomento. A nova cozinha se utiliza das técnicas da permacultura na sua construção. Em breve teremos lá um telhado verde, um fogão a lenha, entre outros. Quem tiver vontade de participar dos mutirões (se aprende muito por lá) e aprender um pouco das técnicas colocando a mão na massa, entra em contato com a gente no nosso e-mail doloresbocaaberta@gmail.com.

Para ver mais algumas fotos, feitas pela Paula Cortezia, do Coletivo da Albertina, clique aqui.




domingo, 6 de abril de 2014

Dolores no Cordão da Mentira

Dolores na batucada do Cordão da Mentira. Fotos: Maria Aparecida

No dia 1º de abril, o Dolores participou, junto a aproximadamente 1000 pessoas entre diversos coletivos artísticos e combatentes da cidade, do III Desfile-escracho do Cordão da Mentira, que teve como tema "64+50: Quando vai acabar a ditadura civil-militar?".

Com saída marcada em frente ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), o Cordão percorreu as ruas da capital paulista, passando por alguns pontos de referência à ditadura civil-militar brasileira, nos quais alguns grupos fizeram intervenções estéticas que lembravam as inúmeras torturas e mortes acontecidas ao longo dos 20 anos do que alguns poucos chamam de "período especial".

Como dito pelos próprios integrantes do Cordão, o objetivo foi des-comemorar os 50 anos do golpe e deixar claro as problemáticas criadas no período da ditadura no Brasil e que permanecem, veladas, até os dias atuais.





segunda-feira, 31 de março de 2014

Boletim Dolores - Abril de 2014





Boletim Dolores - 06 - Abril de 2014




Caso não esteja visualizando essa mensagem, clique aqui.

Informativo Mensal

Coletivo Dolores Boca Aberta

Nº 6 - Abril de 2014

 

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Abril começa com a participação do Dolores no Cordão da Mentira, com seu desfile-escracho pelas ruas do Centro de São Paulo, tendo o mote “64+50: QUANDO VAI ACABAR A DITADURA CIVIL-MILITAR?”. Mais uma vez, colocaremos nosso bloco na rua para fortalecer a luta coletiva. Será no dia 1º de abril, com concentração a partir das 17h30, no Largo General Osório, próximo à Estação da Luz, em frente à sede do antigo DOPS, hoje Memorial da Resistência. Muitos grupos de teatro, samba e organizações políticas integrarão este ato.

Por meio de intervenções estéticas e sambas de autoria própria, o bloco carnavalesco contesta e escracha as problemáticas da ditadura civil-militar brasileira (como, por exemplo, a anistia aos torturadores, que nunca responderam por seus crimes de torturas, extorsões etc.), bem como suas implicações na construção de uma democracia, questionando a permanência velada e impune de diversas práticas e procedimentos de opressão criados no período da ditadura.

Este diálogo entre passado e presente é mote determinante do Cordão, que versa e canta sobre temas cruciais para uma real transformação da sociedade brasileira e também reivindica pautas como a desmilitarização da Polícia Militar e o fim da cultura de violência e desrespeito aos direitos humanos que persiste nas favelas, periferias, penitenciárias, aldeias indígenas, no campo e nas ruas.

O Cordão da Mentira convoca a todos para um carnaval e escracho verdadeiramente populares, para ocupar os espaços que são nossos por direito. Nos 50 anos do golpe-civil militar, o Cordão convida todos a lembrarem que o aniversário é deles, mas a rua é nossa.

Danilo Monteiro

Aconteceu em março...

02/03 - O carnaval contra-hegemônico da Unidos da Madrugada saiu às ruas do Patriarca no domingo de carnaval. Veja matéria no blog.

20/02 – O CDC Vento Leste abrigou a reunião do Movimento de Teatro de Rua. Acesse o relato no blog.

28, 29 e 30/03 - A Cia Sansacroma apresentou "Outras pontes, outras portas" no CDC Vento Leste. Veja comentário no nosso blog.

e acontece em abril.

01/04 – A batucada do Dolores se soma ao Cordão da Mentira que sai às ruas com a pergunta: “64+50: QUANDO VAI ACABAR A DITADURA CIVIL-MILITAR?”. Saiba mais...

3ªs feiras - Acontece no CDC as oficinas de serralheria para transformação do conteiner a partir das 14h. Venha conhecer!

05/04 - Grande mutirão para construção da cozinha e para limpeza no CDC Vento Leste. Todos os coletivos envolvidos! Mãos à obra!

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Acesse o blog do CDC Vento Leste e assine nosso abaixo-assinado:

http://cdcventoleste.blogspot.com.br/

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Para mais informações sobre alguma atividade ou notícia desse informativo, acesse nosso blog,

nossa página no facebook ou mande um e-mail para gente: doloresbocaaberta@gmail.com

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Projeto Trama do Morro Vermelho do Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes

CDC Vento Leste – Rua Frederico Brotero, 60 – Cidade Patriarca

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Reunião do MTR no CDC Vento Leste

O MTR (Movimento de Teatro de Rua) é um movimento de grupos e artistas de rua de São Paulo, que junta gente da capital, da grande São Paulo e do interior.

Em dezembro de 2013 comemorou 10 anos de existência com a organização da oitava Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas. Atualmente, tem se encontrado, presencialmente, uma vez por mês. A última reunião aconteceu aqui no CDC Vento Leste e contou com a participação dos grupos Pombas Urbanas, Buraco do Oráculo, Núcleo Pavanelli, Teatro União e Olho Vivo, Cia Teatro dos Ventos, Coletivo ALMA, Teatro da Oprimida, Cia Nóis na Mala, além do Grupo Parlendas e do Coletivo Dolores Boca Aberta, grupos da casa.

A próxima reunião está agendada para o dia 9 de abril, às 18h, na sede do Núcleo Pavanelli (Rua Salvador Bicudo, 30. Tucuruvi – SP).

Apareçam para trocarmos ideias e continuarmos pensando juntos!

domingo, 30 de março de 2014

Refletindo: Sansacroma e as semelhanças do fazer!

Mari Moura / Fotos: Maria Aparecida

Esse final de semana, no CDC Vento Leste, tivemos a “visita” da Cia. Sansacroma, grupo sediado no bairro do Capão Redondo, na Zona Sul, aqui nessa imensa São Paulo. O grupo apresentou o espetáculo “Outras portas, outras pontes” como parte da circulação do seu Projeto de Fomento à Dança.

As apresentações aconteceram nas noites da 6ª, sábado e domingo. O espetáculo começa na rua, na frente do CDC, e depois segue recheando todo o espaço interno e externo com suas imagens e sombras.

Mobilizada pela experiência resolvi me arriscar a escrever uma carta (beeeeeeem despretensiosa) à companhia já que muitos “Vivas!” devem ser erguidos a esse trabalho e ao grupo-criador. (Mesmo me sentindo em terreno estranho ao falar de dança...)

Primeiro, que alegria saber que em uma periferia tão distante (?) da nossa, temos um grupo que em outra linguagem pensa sobre questões tão semelhantes àquelas que temos nos embatido por cá, no Patriarca. O espetáculo, do meu ponto de vista, reflete sobre essa forma de organização social que habitamos nos dias de hoje, esse mundo do trabalho e da exclusão que estamos enfiados “até as tampas”. Talvez motivada pelo recente estudo do texto de Marco Fernandes sobre as razões do sucesso das igrejas pentecostais nas periferias, pensei durante o espetáculo sobre o que ele chama de “sofrimento social”, este sofrimento produzido pelo trabalho que vai das lesões físicas a um transtorno mental e emocional muito pouco olhado e cuidado por nós. As imagens propostas, especialmente no espaço exterior ao CDC, me remeteram a isso: a falsa sensação de que o mundo não tem lugar para todo mundo (numa alegoria de “dança das cadeiras”) e o desencontro e atrito de tentar estar, caber, servir para poder existir... um doído apresentado sem texto (no sentido “careta” da palavra), mas presente de corpo e de rosto. E lá, desmontada (quem diria?!) de todos os meus preconceitos com a dança, me senti contemplada e acolhida naquele “retrato”.

Afinal, é evidente que comer um pouco mais de carne, ver a novela das nove numa TV de plasma, comprar um smartphone e viajar de avião nas férias pela primeira vez na vida não bastam para resolver o intenso sofrimento social a que estão submetidos cotidianamente os milhões de trabalhadores que habitam as periferias das grandes cidades brasileiras.
(“A psicoterapia popular do Espírito Santo – hipóteses sobre as razões do sucesso pentecostal na periferia de metrópoles periféricas” de Marco Fernandes)

Em algumas das últimas reflexões internas do Dolores, conversamos sobre como o nosso modo de se relacionar, se avaliar e refletir sobre a nossa prática é discursiva e como isso possibilita apenas um tipo de comunicação que há alguns satisfaz e a outros nem tanto. Aí pensei como é importante a gente se apropriar de todas as linguagens a nosso dispor para refletir e (quiçá) fazer refletir sobre nossa condição. Por que o teatro, o texto, toca à uns. A dança, as artes plásticas, a música, alcança outros... e precisamos de todas as ferramentas para ousar desmontar essa condição de vida tão naturalizada em nós. Tão fortes ficam as imagens protagonizadas pelo corpo, há quantos de nós o reconhecimento não é mais imediato nesse formato?! Fora a subversão do belo, da dança, da música. Ousando mexer em poesia de Brecht, a frase que me ecoa é: que tempos são esses em que dançar é quase um delito?


E, ó, quando mexem com texto (de palavras mesmo), colocam a gente num lugar, num desconforto... e aí, com quem estamos? Quem somos? Com qual opressão nos solidarizamos e qual protagonizamos? O cortejo dos incluídos e excluídos é excelente e parece ali, feito na hora, pra gente se pensar...

Além do presente que é o espetáculo em si, ver como vocês se organizam (tanta semelhança!), onde botam força, o cuidado de chegar e estar no espaço conhecendo e se apropriando. Beberam da nossa história, transformaram o seu fazer e nos deram mais significado em nossa estada nesse espaço. Além de nos alimentarem com um caldinho revigorante para a luta!

Grat@s pelo encontro. Bora transformar em parceria?!


[Aliás esse texto do Marco Fernandes é bem imperdível para aqueles que estão pensando e experimentando seu papel junto à classe trabalhadora – a nossa classe – e nas periferias. Não achei esse texto ao qual me refiro mas encontrei o “Luta, que cura! - Aspectos terapêuticos das lutas de massa e alguns desafios para o trabalho de base contemporâneoque versa sobre o mesmo tema.]



sexta-feira, 28 de março de 2014

Cia Sansacroma no CDC Vento Leste!!

Nesse final de semana, nos dias 28 a 30 de março, a Cia Sansacroma ocupa o espaço do CDC Vento Leste com o espetáculo de dança Outras portas, outras pontes.

Vamos conferir juntos? Estaremos por aqui.

Ah, no domingo, dia 30, a apresentação começa as 20h30.


Sobre o Unidos da Madrugada e o carnaval 2014


Comer, Dormir, Trepar,

Muito mal e rapidinho.

Pra voltar a trabalhar

Ai meu amor
Só tem mais cinco minutinhos.

(Refrão do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada “Comer, dormir, trepar”.)

No ano de 2014, a atuação do Unidos da Madrugada no carnaval ganhou outras nuances em relação aos anos passados. A mudança acontece especialmente por impulso do Projeto de Fomento ao Teatro de 2013/14 no qual o Dolores havia sido contemplado. O carnaval tinha, neste projeto, o importante papel de juntar, de forma harmônica, diferentes ações com desenvolvimento autônomo dentro do grupo.

Nos últimos anos, após o processo de criação e as temporadas de apresentação do espetáculo “A saga do menino diamante” - último espetáculo do Dolores, somado a “Insônias de Antônio” - o grupo formado por quase 25 integrantes, passou a se organizar em 4 núcleos de criação artística. Cada núcleo conduz suas pesquisas e criações teatrais de forma independente. São eles: Poesia e erotismo, Direito à preguiça, Narrativas da cozinha e vídeo (O núcleo de vídeo faz produções audiovisuais para o Coletivo, documentando e editando de forma autônoma e criativa os materiais cênicos produzidos pelo Dolores. Esse núcleo não fará produção para o carnaval.). Esses grupos possuem seus horários, modos de organização definidos e conduzidos pelos seus integrantes. De tempos em tempos, porém, os núcleos trocam entre si reflexões e parte da criação que vem sendo feita em seus processos. Um momento importante desta troca e, ao mesmo tempo, de abertura da criação para a comunidade é o carnaval. O objetivo é o de somar evoluções cênicas advindas dos núcleos de pesquisa na evolução carnavalesca pelas ruas do Patriarca. Portanto além dos sambas-enredos dos coletivos de samba, 3 cenas foram construídas especialmente para o cortejo. Fato é que para o Coletivo Dolores a festa carnavalesca é altamente teatral, mas a avaliação era que o elemento teatral ainda estava diminuído ou tímido em meio às passeata-sambas realizadas. Por isso a orientação de investigarmos jogos pra rua a partir da temática dos núcleos.

Foi durante esta brincadeira que surgiu, em meio à folia, a vontade de acrescentar espécies de evoluções teatrais. A pergunta: será possível criar cenas teatrais que não inibam a fluidez dos brincantes; antes o contrário, que estimulem o jogo coletivo? E que, ao mesmo tempo, apresentem uma teatralidade diferente das convencionais alas do carnaval televisivo?
(Trecho do Projeto de Fomento ao Teatro para 2014 do Coletivo Dolores. pag 19.) 

Cada núcleo portanto dentro de seus modos de criação elaborou uma espécie de “desvio carnavalesco”. Estes "desvios" foram colados à ação do Unidos da Madrugada e do encontro das batucadas. Assim foi feito no domingo 2 de março. Durante uma espécie de período criativo apartado do cortejo, desenvolveram-se cenas, textos, sambas e coreografias de diferentes propósitos e linguagens.


A partir das 15hs começou a concentração das batucadas no CDC Vento Leste. Foi durante o chamado “esquenta” que os três novos sambas de 2014 (da Unidos da Lona Preta, do Boca de Serebesqué e do Unidos da Madrugada)  foram apresentados e ensaiados por esta bateria que se formava ali, naquele dia, com aproximadamente 60 ritmistas. A Kombi-carro-de-som do Dolores foi sendo preparada e testada. Fantasias extras foram disponibilizadas aos foliões desavisados. Bonecos gigantes também aguardavam quem os conduzisse pra animar a festa. Todos os integrantes Dolores estavam caracterizados para as ações performáticas de seus núcleos e portavam seus instrumentos percussivos. Antes da saída pelas ruas, a primeira intervenção cênica, do núcleo “Poesia e erotismo” foi apresentada.



A proposta do núcleo previa uma interrupção da batucada e o anúncio de um manifesto carnavalizado intitulado de Manifesto Nostálgico. Dois narradores, um para o prólogo e outro desencadeando a fábula-manifesto, e três personagens, um mestre de bateria, um tocador de surdo e um comandante de polícia, compunham a cena. O manifesto apresenta o universo das marchas festivas em luta que buscam tomar o poder. Para além do conteúdo político e satírico da intervenção, fica também marcado a possibilidade da palavra e das imagens teatralizadas, utilizados em pleno desfile de carnaval. A reação entusiasta do público e os silêncios conquistados durante a ação cênica indicam um campo de pesquisa formal importante a ser experimentado.
Ficou pequeno / O tempo e o espaço que eu tenho pra trepaaaar. / Matrimônio de fachada, / Putaria de balada. / E um amorzinho pra sair no Madrugada! (Trecho do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada relacionado ao núcleo “Poesia e erotismo”.)
Já no cortejo, durante a apresentação do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada, o núcleo “Direito à preguiça” realizou sua intervenção. É importante colocar que o samba deste ano do bloco fazia uma junção dos temas tratados por cada um dos núcleos e este núcleo criou sua intervenção diretamente para o samba.

O núcleo “Direito à preguiça” realizou uma sátira às comissões de frente das escolas de samba e, durante a batucada, realizou uma coreografia ilustrativa da letra do samba-enredo. Adão, Eva e a serpente, cercados por anjos do paraíso, faziam reverências à Santa Preguiça, padroeira dos vagabundos, personagem criada pelo núcleo. Depois, a batucada parava e uma oração à Preguiça era entoada pelo grupo. Em seguida um hino sacro-carnavalesco da preguiça era cantado.

Ai que canseira! / Acordo cedo e volto tarde da labuta. / Na disputa por dinheiro / Fico fora o dia inteiro / Vendo meu tempo pro patrão filho da santa.
Santa preguiça, / Me conceda esse pecado capital / De fazer, da nossa vida, um eterno carnaval (Trecho do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada relacionado ao núcleo “Direto à preguiça”.)
No cortejo, os vizinhos e os integrantes da “Batucada do povo brasileiro” se divertiam com os novos elementos que surgiam no percurso. 

Tudo isso somado à retumbante batucada, às fantasias e ao bloco das crianças, separado por cordões onde os pais e outros voluntários faziam sua segurança durante a andança. A esta altura a festa já tinha cerca de 300 seguidores. As intervenções seguiram pelas ruas até a noite cair.

O núcleo “Narrativas da cozinha” apresentou então sua intervenção:

Escutam-se marchinhas consagradas em versões parodiadas e pelo cortejo aparecem vendedores ambulantes distribuindo itens da culinária das ruas. Logo intervém a repressão policialesca e, em câmera lenta, realizam uma luta de expulsão do trabalho informal criando conexões com as leis de exceção da Copa da Fifa.
Estou no veneno / Com esse rango que se apronta num instante. / Muito aromatizante, / Bastante conservante, / Jantar transgênico apaixonante.(Trecho do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada relacionado ao núcleo “Narrativas da Cozinha”.)
Para finalizar o dia, agora noite, encontram-se no CDC Vento Leste todos os integrantes da batucada e foliões para preparação do jantar e organização da ciranda infantil. Todo o trabalho se dá no formato de mutirão e ali já não se reconhece quem é quem.
Quem faz samba não se submete / Mete, mete, mete / O pau na estrutura, eu vou! / Vou caminhando / Vou brigando, vou mudando / Dando, dando, dando / Poesia para a luta.(Refrão do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada.)


(Fotos da parceira Paula Cortezia do Coletivo da Albertina.)