quinta-feira, 7 de abril de 2016

Boletim Dolores - Abril de 2016

Ei vizinho, parente, amigo do facebook. 
Você já se perguntou porque alguém ou alguma empresa doa mais de 1 milhão para a campanha de um político que quer ser deputado? 
Já fez as contas? Um deputado não ganha um milhão em 4 anos. Então porque será que gasta mais que isso em uma campanha? 
Já se perguntou quais os interesses? 
Este é justamente o ponto: os interesses. São eles que comandam a política brasileira e mundial.Não tem “um bonzinho olhando pelo Bem Social” e do povo querendo o impeachment. Não.Você sabia que ano passado foi votado da Câmara dos Deputados um projeto de lei que regulamentava as doações e proibia as doações privadas (um mecanismo que serve para impedir uma boa parte da corrupção) e que todos os deputados que estão agora pedindo o impeachment votaram contra esta lei. Com isso, eles disseram descaradamente que são a favor da corrupção e você se deu conta? 
Tem gente com muitos interesses nas riquezas brasileiras. 
Tem gente querendo manter seus privilégios. 
E tem gente que só vê a Globo e lê a Veja, Folha e Estadão e, com esse óculos, acaba surfando na onda verde amarela. É um discurso nacionalista que de nacionalismo mesmo não tem nada, já que a turma do impeachment está mesmo sedenta pra vender a Petrobrás, umas das maiores empresas do mundo. 
O Capitalismo tão defendido pelas elites é o sistema que depende da corrupção para manter seus privilégios de forma material e ideológica, é estrutural. Todos estão resguardando seus interesses e não pensando no bem da população brasileira. A crise é mundial e a crise brasileira é parte deste sistema econômico globalizado. 
Nós vamos para a rua de novo e de novo e de novo. 
Vamos de vermelho e não deixo de ser brasileiro. 
Vou porque o vermelho simboliza minha história, nossa herança. A história daqueles que lutaram contra a opressão de uns sobre tantos e tantos outros, que lutaram contra a manutenção de privilégios sobre o direito e a igualdade. 
O vermelho simboliza o nosso sangue derramado no mundo todo. 
Porque não sou só brasileiro, sou um cidadão do mundo. Sou internacionalista e me solidarizo com as lutas por um mundo melhor no planeta todo. 
O vermelho é nossa transcendência, é a história encarnada que me possibilita aprender e transcender. Mudar e continuar a luta enquanto opressões de qualquer tipo existirem neste mundo.

Xandi Gonça (com colaboração de Mari Moura)





O Projeto de Fomento "Dolores 15 anos - Trilogia da Necessidade" está em sua reta final. E esse começo de ano foi de organização, projeção e realização de uma série de ações. 
Nossas oficinas teatrais começaram e fica o convite para chegar junto aos sábados das 9h30 as 13h30 para participar de nossa "Iniciação Teatral". Não precisa se inscrever, mas precisa aparecer... ;) 
Também fizemos nosso "Vaguininho", retiro de imersão do Dolores. Aproveitamos para avaliar o último período e projetar os tempos que virão, além é claro de lançar o período de análise de conjuntura permanente para atuar e se posicionar frente a situação política brasileira e internacional, já que há muita reciprocidade nessa dupla. Algumas fotos afetivas, você vê aqui. Em breve postaremos no blog reflexões mais detalhadas do retiro que produziu impactos importantes no nosso modo de organização. 
O Coletivo assina o manifesto Periferias Contra o Golpe e se junta a todas às ações de luta contra o golpe do momento. Vale a pena ler, pois nossa voz também se manifesta ali. 

Final de semestre se anuncia e com ele chegam momentos importantes do Dolores, em ordem cronológica: os seminários de formação, o lançamento de nosso livro-experimento e a estreia do espetáculo "Narrativas na Cozinha". Tudo no forno, assando, aglutinando, requentando, marinando, dessalgando ou botando água pra dar pra todo mundo. Em breve divulgamos tudo pelos nossos canais de comunicação. 
Acompanhem nossa nova página no facebook e nosso site.

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Para mais informações sobre alguma atividade ou notícia deste informativo
acesse nosso site, nosso blog, nossa página no facebook
ou mande um e-mail para doloresbocaaberta@gmail.com
Caso queira receber nossas divulgações é só avisar! ;)
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quinta-feira, 3 de março de 2016

Boletim de Dolores - Março de 2016

Guantanamo, Cuba, 19 de Janeiro de 2016. 
Amadas e amados compas de Dolores Boca Abierta, 
Esta carta é escrita a dos manos.
Começaremos do imediato ao geral.
Faz 17 dias que estamos em solo cubano.
Despues de uma rápida pasaje por La Habana selvaje, chegamos em Guantanamo. Hoje concluímos o roteiro da peça que estamos dirigindo. Por incrível que pareça a obra está quase pronta. Utilizamos o método doloriano materialista dialético e o trabalho ergue-se vigoroso. Um choque com a realidade cubana, trabalhamos todos os dias manhã e tarde. Os atores e atrizes são excelentes e o coletivo Guinol de Guantanamo está impressionado com nossa capacidade crítico-criativa.
Após debates sobre temas da realidade cubana e guantanamera que lhes afligem iniciamos improvisos cênicos. Da materialidade da cena tiramos elementos para reflexões mais profundas e novas elaborações. Desta maneira, logramos um exercício dialético em cena onde camadas de complexidade se sobrepõem ganhando novas visões sobre o objeto vivo, em movimento. Ou seja, apreender o movimento do nosso tempo histórico e suas contradições.
Nesse intenso jogo de ação, reflexão, ação conquistamos uma crítica inédita (para nós dolorianos, em Cuba e pra eles coletivo Guinol) sobre os caminhos da sociedade socialista cubana, a abertura político-econômica e impactos.
ATENÇÃO!
Parece que captamos ou mesmo lemos a ascensão de uma nova classe social em Cuba. Forma-se velozmente uma pequena burguesia capitalista. Estes traços marcantes se agudizam. Já existiam pequenos proprietários vinculados ao estado cubano, mas agora, o dinheiro vindo da diáspora cubana pode converter-se em investimentos internos na forma de pequenos negócios que exploram força de trabalho local e promovem acúmulos de capital no ciclo que bem conhecemos. Um grupo social de cubanos passa a ter outro padrão de vida e consumo e as diferenças galopam. Estejamos preparados para conhecer as mazelas capitalistas se alojando na ilha.
O Mine ta falando muito bem o espanhol. Um sotaque guantanamero de primeira! Entramos num bar, pediu duas cervejas e ganhamos dois cachorros quentes.
Já o Luciano falou ao grupo Guinol:
LU – Alguma pergunta?
ALI – Si.
LU – Habla.
ALI – Quando vas aprender hablar espanol?
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Como podem ver estamos muito bem inseridos na vida cubana. Tanto que até aparecemos na televisão rsrs. Demos entrevistas sobre a obra que aborda, entre outras, a base naval de Guantanamo e este tema gera grande comoção em Guantanamo e Cuba afora. Veícularam a matéria na rede provincial e depois difundiram nacionalmente nos jornais da manhã, tarde e noite. Também demos entrevistas para rádio, jornal impresso e para a agencia internacional cubana.
Chic pra’carai e prao’xotas.
Estamos muito felizes e a harmonia conquistada com o coletivo aqui abre possibilidades para trabalhos futuros. Temos muito que trocar. Queremos levar este espetáculo para o Brasil e apresentar nossa cidade/país/comuna/sede ocupada pra estes compas.
Mais que nunca o “Rolezinho” é uma necessidade estética em Guantanamo, na Cruzada Teatral. Voltamos com o firme propósito de trabalhar nisso. Convidamos todxs nossxs queridxs Dolores para essa construção socialista.
Retomamos a carta – 24 de janeiro. Vamos estrear a obra! Já temos o nome: PERESTROIPIKA?
A peça tem cerca de 45 minutos e foi concebida para apresentação em espaços abertos, porém, ontem choveu o dia todo e pode ser que façamos num teatro fechado. Isso fez com que adaptássemos para o palco, uma bosta.
Além da chuva, teve tremores de terra, sim terremotos! A província de Santiago de Cuba sofreu os maiores abalos e em Guantanamo foi registrada atividade mais suave.
Pela manhã Luciano sentiu o tremores e acordou assustado:
LU – Mine! Tremeu!
MINE – (sonolento, pega o celular, olha e diz) Não tremeu não.
LU – Não o celular, a terra!
Mine dá as costas e volta a dormir, Luciano foi fazer café numa área mais segura.
Tiago Mine e Luciano Carvalho



Nosso fevereiro foi, como sempre, muito carnavalesco. Iniciamos o ano nas ruas, entoando nosso samba-enredo feminista e entoando o samba dos parceiros no Encontro das Batucadas do Povo Brasileiro, Boca de SerebesquéUnidos da Lona Preta e Batucada Popular Carlos Marighella que esse ano aconteceu em Guaianazes. Veja as fotos do carnaval em Guaianazes aqui e da Unidos da Madrugada pelas ruas do patriarca aqui. 
Mantendo a veia musical desse mês estivemos com nossos parceiros do Nhocuné Soul em seu show de 15 anos no encerramento do Projeto "A Zona Leste é o Centro" no Sesc Itaquera. As fotos dessa nossa intervenção de luta e punho erguido com grandes parceiros de longa data você vê aqui 
Também viajamos o mundo, um pedaço em Cuba, outro na Inglaterra. De Cuba, se conhece um pouco de nossa participação na Cruzada Teatral Guantanamo-Baracoa na carta acima. Na Inglaterra participamos de uma imersão sobre artivismo com gente daqui, da Escócia, da Inglaterra e do México. A pergunta sobre a qual nos debruçamos por lá foi: Como artistas e artivistas criam espaços que podem catalisar mudanças/ações quando estão trabalhando criativamente com grupos? E quais são as qualidades desses espaços?  
Por fim, e da maior importância, estamos a todos os vapores enfiado na cozinha até as tampas. O espetáculo "Narrativas na Cozinha", última estreia de nossa Trilogia da Necessidade, está marinando e pegando gosto, sem gourmetizações e com muita caseirice. Assim que o palito sair seco, abrimos para o público degustar.  
Ah, além do nosso site, cada dia mais robusto, perdemos nosso perfil no facebook e abrimos página nova, chega por lá
Em março começam nossas duas oficinas: Iniciação Teatral - Os Dramas do Ator Épico, aos sábados, das 9h30 até as 13h30 e Iniciação ao Teatro Mutirão às sextas feiras, das 19h30 as 22h30, todas no CDC Vento Leste. Informações detalhadas aqui. É de graça e é só chegar!  
No dia 04 de março, o Dolores se junta a Kiwi Companhia de Teatro em seu "Carne" com nosso samba-enredo 2016 "Sou de luta, sou mulher". Vale se achegar e assistir o espetáculo.  
E em breve outras ações de nosso Fomento. Fiquem pertinho!
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Boletim Dolores - Fevereiro de 2016


É CARNAVAL, SEGUNDA FEIRA NÃO TRABALHO NEM A PAU! 
2016 chegou e trouxe loguinho o carnaval para nos sugar e repor forças, assim se somando as outras contradições da vida! Nosso samba-enredo se inspira e expira os últimos tempos dolorianos (e mundanos): reflexões e posicionamentos femininos! Bora sambar nossa luta! Poetização e batucagem toda nossa e dos companheiros, olhaí. 
O calendário da BATUCADA DO POVO BRASILEIRO é 05/02 com a Batucada Popular Carlos Marighella a partir das 14h com o Bloco Eureka em São Bernardo do Campo. As batucadas (Unidos da Madrugada do Dolores, Lona Preta do MST e Carlos Marighella) se encontram no carnaval do Boca de Serebesqué no sábado 06/02 a partir das 15h na rua Cosme Deodato Tadeu, 125, em Guaiana e no CDC Vento Leste, nossa Unidos da Madrugada sai nas ruas do Jd. Triana esticando o carnaval no sábado 13/02 também a partir das 15h. Mais informações no perfil do Dolores no facebook. 
E, por fim, por que debutar é trabalho longo e de muita perseverança, aproveitamos para lançar nosso site: doloresbocaaberta.org.br . Ali estamos reunindo e organizando nosso material, reflexão e sistematização desses 15 anos de atividades. Está em processo, como tudo nessa vida, mas já está bom de conhecer, papear, passear... 
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Dolores no II Seminário Internacional Teatro e Sociedade 2015!


Desde a última segunda-feira (14) acontece na cidade de Planaltina-DF, o II Seminário Internacional Teatro e Sociedade. Segundo os organizadores do evento, como na edição passada, o seminário pretende fomentar espaços de reflexão e incentivo à pesquisa que articula discussões sobre a prática teatral em diversos níveis de intersecção com a formação social e cultural.

O Dolores também participa do evento e faz parte da mesa de discussão sobre os "Desafios atuais da relação entre arte e política", que acontece na quarta-feira (16).

Quem estiver por Brasília e quiser conversar, apareça em algum momento.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Últimos dias de preguiça!!

Depois de três finais de semana, a temporada de "O direito à preguiça" está chegando ao fim :'(

Quem ainda não viu, é o último final de semana (12 e 13 de dezembro). Quem já viu, pode vir e ver de novo.

Não se preocupem que não é necessário reservar ingresso. Só chegar uns dez minutos antes e aproveitar.

Nossa preocupação e desejo é que não chova para aproveitarmos melhor a preguiça.

O local é o CDC Vento Leste e o horário as 20h, no sábado e no domingo.

Nos vemos lá!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

TEMPORADA "O DIREITO À PREGUIÇA" TRANSFERIDA PRAS ESCOLAS OCUPADAS NESSE FINAL DE SEMANA

Atenção companheir@s 
pedimos a todos que colaborem na circulação dessas informações.

O Dolores Boca Aberta realiza nesse final de semana o espetáculo "O direito à preguiça" em duas escolas ocupadas na zona leste da cidade. A ideia é levar nossa contribuição estética e política a quem está mobilizado e em luta e inspirar os vapores da mobilização viva e da construção genuína desses estudantes.

Convidamos a todos a nos acompanhar nesse experimento. É tempo de se somar e solidarizar às lutas.


"Só a luta muda a vida."

EE Salvador Allende
Rua Domingos Lisboa, 139 - José Bonifácio

EE Profª Maria Regina
Rua Noitibio, 80 - Vila Nova Curuça