domingo, 30 de março de 2014

Refletindo: Sansacroma e as semelhanças do fazer!

Mari Moura / Fotos: Maria Aparecida

Esse final de semana, no CDC Vento Leste, tivemos a “visita” da Cia. Sansacroma, grupo sediado no bairro do Capão Redondo, na Zona Sul, aqui nessa imensa São Paulo. O grupo apresentou o espetáculo “Outras portas, outras pontes” como parte da circulação do seu Projeto de Fomento à Dança.

As apresentações aconteceram nas noites da 6ª, sábado e domingo. O espetáculo começa na rua, na frente do CDC, e depois segue recheando todo o espaço interno e externo com suas imagens e sombras.

Mobilizada pela experiência resolvi me arriscar a escrever uma carta (beeeeeeem despretensiosa) à companhia já que muitos “Vivas!” devem ser erguidos a esse trabalho e ao grupo-criador. (Mesmo me sentindo em terreno estranho ao falar de dança...)

Primeiro, que alegria saber que em uma periferia tão distante (?) da nossa, temos um grupo que em outra linguagem pensa sobre questões tão semelhantes àquelas que temos nos embatido por cá, no Patriarca. O espetáculo, do meu ponto de vista, reflete sobre essa forma de organização social que habitamos nos dias de hoje, esse mundo do trabalho e da exclusão que estamos enfiados “até as tampas”. Talvez motivada pelo recente estudo do texto de Marco Fernandes sobre as razões do sucesso das igrejas pentecostais nas periferias, pensei durante o espetáculo sobre o que ele chama de “sofrimento social”, este sofrimento produzido pelo trabalho que vai das lesões físicas a um transtorno mental e emocional muito pouco olhado e cuidado por nós. As imagens propostas, especialmente no espaço exterior ao CDC, me remeteram a isso: a falsa sensação de que o mundo não tem lugar para todo mundo (numa alegoria de “dança das cadeiras”) e o desencontro e atrito de tentar estar, caber, servir para poder existir... um doído apresentado sem texto (no sentido “careta” da palavra), mas presente de corpo e de rosto. E lá, desmontada (quem diria?!) de todos os meus preconceitos com a dança, me senti contemplada e acolhida naquele “retrato”.

Afinal, é evidente que comer um pouco mais de carne, ver a novela das nove numa TV de plasma, comprar um smartphone e viajar de avião nas férias pela primeira vez na vida não bastam para resolver o intenso sofrimento social a que estão submetidos cotidianamente os milhões de trabalhadores que habitam as periferias das grandes cidades brasileiras.
(“A psicoterapia popular do Espírito Santo – hipóteses sobre as razões do sucesso pentecostal na periferia de metrópoles periféricas” de Marco Fernandes)

Em algumas das últimas reflexões internas do Dolores, conversamos sobre como o nosso modo de se relacionar, se avaliar e refletir sobre a nossa prática é discursiva e como isso possibilita apenas um tipo de comunicação que há alguns satisfaz e a outros nem tanto. Aí pensei como é importante a gente se apropriar de todas as linguagens a nosso dispor para refletir e (quiçá) fazer refletir sobre nossa condição. Por que o teatro, o texto, toca à uns. A dança, as artes plásticas, a música, alcança outros... e precisamos de todas as ferramentas para ousar desmontar essa condição de vida tão naturalizada em nós. Tão fortes ficam as imagens protagonizadas pelo corpo, há quantos de nós o reconhecimento não é mais imediato nesse formato?! Fora a subversão do belo, da dança, da música. Ousando mexer em poesia de Brecht, a frase que me ecoa é: que tempos são esses em que dançar é quase um delito?


E, ó, quando mexem com texto (de palavras mesmo), colocam a gente num lugar, num desconforto... e aí, com quem estamos? Quem somos? Com qual opressão nos solidarizamos e qual protagonizamos? O cortejo dos incluídos e excluídos é excelente e parece ali, feito na hora, pra gente se pensar...

Além do presente que é o espetáculo em si, ver como vocês se organizam (tanta semelhança!), onde botam força, o cuidado de chegar e estar no espaço conhecendo e se apropriando. Beberam da nossa história, transformaram o seu fazer e nos deram mais significado em nossa estada nesse espaço. Além de nos alimentarem com um caldinho revigorante para a luta!

Grat@s pelo encontro. Bora transformar em parceria?!


[Aliás esse texto do Marco Fernandes é bem imperdível para aqueles que estão pensando e experimentando seu papel junto à classe trabalhadora – a nossa classe – e nas periferias. Não achei esse texto ao qual me refiro mas encontrei o “Luta, que cura! - Aspectos terapêuticos das lutas de massa e alguns desafios para o trabalho de base contemporâneoque versa sobre o mesmo tema.]



sexta-feira, 28 de março de 2014

Cia Sansacroma no CDC Vento Leste!!

Nesse final de semana, nos dias 28 a 30 de março, a Cia Sansacroma ocupa o espaço do CDC Vento Leste com o espetáculo de dança Outras portas, outras pontes.

Vamos conferir juntos? Estaremos por aqui.

Ah, no domingo, dia 30, a apresentação começa as 20h30.


Sobre o Unidos da Madrugada e o carnaval 2014


Comer, Dormir, Trepar,

Muito mal e rapidinho.

Pra voltar a trabalhar

Ai meu amor
Só tem mais cinco minutinhos.

(Refrão do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada “Comer, dormir, trepar”.)

No ano de 2014, a atuação do Unidos da Madrugada no carnaval ganhou outras nuances em relação aos anos passados. A mudança acontece especialmente por impulso do Projeto de Fomento ao Teatro de 2013/14 no qual o Dolores havia sido contemplado. O carnaval tinha, neste projeto, o importante papel de juntar, de forma harmônica, diferentes ações com desenvolvimento autônomo dentro do grupo.

Nos últimos anos, após o processo de criação e as temporadas de apresentação do espetáculo “A saga do menino diamante” - último espetáculo do Dolores, somado a “Insônias de Antônio” - o grupo formado por quase 25 integrantes, passou a se organizar em 4 núcleos de criação artística. Cada núcleo conduz suas pesquisas e criações teatrais de forma independente. São eles: Poesia e erotismo, Direito à preguiça, Narrativas da cozinha e vídeo (O núcleo de vídeo faz produções audiovisuais para o Coletivo, documentando e editando de forma autônoma e criativa os materiais cênicos produzidos pelo Dolores. Esse núcleo não fará produção para o carnaval.). Esses grupos possuem seus horários, modos de organização definidos e conduzidos pelos seus integrantes. De tempos em tempos, porém, os núcleos trocam entre si reflexões e parte da criação que vem sendo feita em seus processos. Um momento importante desta troca e, ao mesmo tempo, de abertura da criação para a comunidade é o carnaval. O objetivo é o de somar evoluções cênicas advindas dos núcleos de pesquisa na evolução carnavalesca pelas ruas do Patriarca. Portanto além dos sambas-enredos dos coletivos de samba, 3 cenas foram construídas especialmente para o cortejo. Fato é que para o Coletivo Dolores a festa carnavalesca é altamente teatral, mas a avaliação era que o elemento teatral ainda estava diminuído ou tímido em meio às passeata-sambas realizadas. Por isso a orientação de investigarmos jogos pra rua a partir da temática dos núcleos.

Foi durante esta brincadeira que surgiu, em meio à folia, a vontade de acrescentar espécies de evoluções teatrais. A pergunta: será possível criar cenas teatrais que não inibam a fluidez dos brincantes; antes o contrário, que estimulem o jogo coletivo? E que, ao mesmo tempo, apresentem uma teatralidade diferente das convencionais alas do carnaval televisivo?
(Trecho do Projeto de Fomento ao Teatro para 2014 do Coletivo Dolores. pag 19.) 

Cada núcleo portanto dentro de seus modos de criação elaborou uma espécie de “desvio carnavalesco”. Estes "desvios" foram colados à ação do Unidos da Madrugada e do encontro das batucadas. Assim foi feito no domingo 2 de março. Durante uma espécie de período criativo apartado do cortejo, desenvolveram-se cenas, textos, sambas e coreografias de diferentes propósitos e linguagens.


A partir das 15hs começou a concentração das batucadas no CDC Vento Leste. Foi durante o chamado “esquenta” que os três novos sambas de 2014 (da Unidos da Lona Preta, do Boca de Serebesqué e do Unidos da Madrugada)  foram apresentados e ensaiados por esta bateria que se formava ali, naquele dia, com aproximadamente 60 ritmistas. A Kombi-carro-de-som do Dolores foi sendo preparada e testada. Fantasias extras foram disponibilizadas aos foliões desavisados. Bonecos gigantes também aguardavam quem os conduzisse pra animar a festa. Todos os integrantes Dolores estavam caracterizados para as ações performáticas de seus núcleos e portavam seus instrumentos percussivos. Antes da saída pelas ruas, a primeira intervenção cênica, do núcleo “Poesia e erotismo” foi apresentada.



A proposta do núcleo previa uma interrupção da batucada e o anúncio de um manifesto carnavalizado intitulado de Manifesto Nostálgico. Dois narradores, um para o prólogo e outro desencadeando a fábula-manifesto, e três personagens, um mestre de bateria, um tocador de surdo e um comandante de polícia, compunham a cena. O manifesto apresenta o universo das marchas festivas em luta que buscam tomar o poder. Para além do conteúdo político e satírico da intervenção, fica também marcado a possibilidade da palavra e das imagens teatralizadas, utilizados em pleno desfile de carnaval. A reação entusiasta do público e os silêncios conquistados durante a ação cênica indicam um campo de pesquisa formal importante a ser experimentado.
Ficou pequeno / O tempo e o espaço que eu tenho pra trepaaaar. / Matrimônio de fachada, / Putaria de balada. / E um amorzinho pra sair no Madrugada! (Trecho do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada relacionado ao núcleo “Poesia e erotismo”.)
Já no cortejo, durante a apresentação do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada, o núcleo “Direito à preguiça” realizou sua intervenção. É importante colocar que o samba deste ano do bloco fazia uma junção dos temas tratados por cada um dos núcleos e este núcleo criou sua intervenção diretamente para o samba.

O núcleo “Direito à preguiça” realizou uma sátira às comissões de frente das escolas de samba e, durante a batucada, realizou uma coreografia ilustrativa da letra do samba-enredo. Adão, Eva e a serpente, cercados por anjos do paraíso, faziam reverências à Santa Preguiça, padroeira dos vagabundos, personagem criada pelo núcleo. Depois, a batucada parava e uma oração à Preguiça era entoada pelo grupo. Em seguida um hino sacro-carnavalesco da preguiça era cantado.

Ai que canseira! / Acordo cedo e volto tarde da labuta. / Na disputa por dinheiro / Fico fora o dia inteiro / Vendo meu tempo pro patrão filho da santa.
Santa preguiça, / Me conceda esse pecado capital / De fazer, da nossa vida, um eterno carnaval (Trecho do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada relacionado ao núcleo “Direto à preguiça”.)
No cortejo, os vizinhos e os integrantes da “Batucada do povo brasileiro” se divertiam com os novos elementos que surgiam no percurso. 

Tudo isso somado à retumbante batucada, às fantasias e ao bloco das crianças, separado por cordões onde os pais e outros voluntários faziam sua segurança durante a andança. A esta altura a festa já tinha cerca de 300 seguidores. As intervenções seguiram pelas ruas até a noite cair.

O núcleo “Narrativas da cozinha” apresentou então sua intervenção:

Escutam-se marchinhas consagradas em versões parodiadas e pelo cortejo aparecem vendedores ambulantes distribuindo itens da culinária das ruas. Logo intervém a repressão policialesca e, em câmera lenta, realizam uma luta de expulsão do trabalho informal criando conexões com as leis de exceção da Copa da Fifa.
Estou no veneno / Com esse rango que se apronta num instante. / Muito aromatizante, / Bastante conservante, / Jantar transgênico apaixonante.(Trecho do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada relacionado ao núcleo “Narrativas da Cozinha”.)
Para finalizar o dia, agora noite, encontram-se no CDC Vento Leste todos os integrantes da batucada e foliões para preparação do jantar e organização da ciranda infantil. Todo o trabalho se dá no formato de mutirão e ali já não se reconhece quem é quem.
Quem faz samba não se submete / Mete, mete, mete / O pau na estrutura, eu vou! / Vou caminhando / Vou brigando, vou mudando / Dando, dando, dando / Poesia para a luta.(Refrão do samba-enredo para 2014 do Unidos da Madrugada.)


(Fotos da parceira Paula Cortezia do Coletivo da Albertina.)

domingo, 9 de março de 2014

Boletim Dolores - Março de 2014





Boletim Dolores - 05 - Março de 2014




 

Informativo Mensal

Coletivo Dolores Boca Aberta

Nº 5 - Março de 2014

 

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Março começou assim, com a gente na rua, somado a tanta gente boa e nossa que foi chegando e colando com a Unidos da Madrugada no domingo de carnaval. E vai terminar do mesmo jeito: todos nós na rua outra vez, batucando e fazendo arte contra os 50 anos do Golpe Militar.
Entre o começo e o fim, muita água vai rolar; o Dolores está pondo no forno o resultado das pesquisas. Serão 3 meses de revisões, ensaios e trocas entre os núcleos para fazermos este bolo crescer e preparar uma rodada geral com o público em junho.
Nossa rotina muda um pouco a partir de agora, nossa tão querida e necessária batucada das terças entra em recesso (caso apareça alguma abstinência, quem sabe a gente não arruma um tempo!?!?).
Com o fim do Carnaval e de toda a correria que envolveu nossa atuação, vamos nos dedicar a revisar e acabar as esculturas que não foram concluídas durante a semana do II Festival de Teatro Mutirão. Isso dá largada a formação do núcleo de Artes Visuais que pretende, além do trabalho citado, compor um grupo de estudos teóricos e também iniciar a Oficina de Modelagem em Argila.
Este núcleo está aberto a quem interessar, logo menos a gente passa dias e horários, se isso tem a ver com você é só colar, beleza?
Luís Mora, o Grilo

Aconteceu em fevereiro...

16/02 - O Dolores participou da 1ª Feira Paulista de Opinião organizada pela Cia Antropofágica no Tendal da Lapa. Saiba mais... 21/02 - A batucada do Dolores participou do carnaval comandado pelo Coro de Carcarás. Veja algumas fotos... 28/02 - A Escola de Samba Unidos da Lona Preta saiu pelas ruas de Jandira com seu samba-enredo para 2014. Veja algumas fotos...

Acontece em março...



02/03 - O carnaval contra-hegemônico da Unidos da Madrugada saiu às ruas do Patriarca no domingo de carnaval. Veja algumas fotos...
20/02 – O CDC Vento Leste abriga a reunião do Movimento de Teatro de Rua. Em breve mais informações no nosso blog. 21 a 27/03 – Acontece o Encontro Brasileiro de Teatro de Rua em Londrina, PR. Em breve mais informações no nosso blog.

E vai acontecer em abril.

01/04 – O Cordão da Mentira sai às ruas com a pergunta: “64+50: QUANDO VAI ACABAR A DITADURA CIVIL-MILITAR?”. Saiba mais... …/04 – Os núcleos de pesquisa do Dolores verticalizam suas pesquisas e criação para a mostra de processo que acontece no mês de junho.
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Acesse o blog do CDC Vento Leste e assine nosso abaixo-assinado:

http://cdcventoleste.blogspot.com.br/
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Para mais informações sobre alguma atividade ou notícia desse informativo, acesse nosso blog,

nossa página no facebook ou mande um e-mail para gente: doloresbocaaberta@gmail.com
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Projeto Trama do Morro Vermelho do Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes

CDC Vento Leste – Rua Frederico Brotero, 60 – Cidade Patriarca
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Encontro de Batucadas no Dolores!!





A concentração começa às 15h do dia 02 de março lá no CDC Vento Leste!

A Unidos da Madrugada se encontra com a Unidos da Lona Preta e Boca de Serebesqué para trocarem sambas e muita alegria.

Durante o percurso pelo bairro do entorno do CDC, os núcleos de pesquisa do Dolores farão intervenções carnavalescas.

Venha e vista sua fantasia!!! Você é nosso convidado!

Vamo que vamo! Te esperamos lá!!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Boletim Dolores - Fevereiro de 2014





Boletim Dolores - 04 - Fevereiro de 2014




Caso não esteja visualizando essa mensagem, clique aqui.

Informativo Mensal

Coletivo Dolores Boca Aberta

Nº 4 - Fevereiro de 2014

 

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Que venha 2014 e, com ele, nosso carnaval!

A música, assim como a poesia, sempre tem sido um alicerce do trabalho do Dolores. Desde o início do coletivo, os saraus e peças eram recheadas de um e de outro. Isso permanece firme e forte em nosso trabalho.

No ano de 2013, nosso carro-chefe, nossa vitrine e nossa menina dos olhos (!) foi a batucada. Com ela circulamos nas manifestações, em ocupações de terra, nas sedes de outros coletivos artísticos, em encontros teatrais, etc. E agora ela conduzirá nosso carnaval, no dia 2 de março, pelo bairro do Patriarca.

Provocados pela pergunta feita pela Cia. Antropofágica: "O que pensa você do Brasil de hoje?", debatemos e revisitamos uma parte de nossa produção com óculos críticos de procurar pérolas poéticas e combativas. Entre tantos bons debates e tantas produções relevantes, encontramos nossos sambas. Eles, periodicamente, nas diferentes conjunturas, nos obrigaram a pensar sobre essa pergunta. Nosso samba-enredo de 2014, recém-saído do forno, mostra um pouco das reflexões que temos feito.

Para ilustrar esse pensamento e animar as rodas de samba e discussão, segue o link para ouvir o Samba da Unidos da Lona Preta aqui.

Aconteceu em janeiro...

14/01 - As atividades do Dolores retornaram nesta 3ª feira com os preparos para o carnaval e para a mostra dos núcleos que acontece no mês de abril.

24 a 26/01 - Fizemos o nosso encontro-retiro de avaliação e criação neste final de semana, o chamado Waguininho. Lá partilhamos os processos dos núcleos, começamos a preparação de nosso samba-enredo e comemoramos o ano que começa.

Unidos da Madrugada retomando suas atividades intensamente. O carnaval se avizinha e é momento de batucar até suar a camisa.

Acontece em fevereiro...

16/02 - O Dolores participa da 1ª Feira Paulista de Opinião organizada pela Cia Antropofágica no Tendal da Lapa. Saiba mais...

19 e 26/02 - Nestas duas 4ªs feiras, o Dolores oferece uma oficina pensando a relação entre criação estética e ação política no Sesc Pompéia. Saiba mais...

21/02 - A batucada do Dolores participa do carnaval comandado pelo Coro de Carcarás. Saiba mais...

23 e 28/02 - A Escola de Samba Unidos da Lona Preta dá sua contribuição para o carnaval nesses dois dias. Saiba mais...

E vai acontecer em março.

01/03 - No sábado, o Boca de Serebesqué sai às ruas com seu samba-enredo de 2014. Saiba mais...

02/03 - A Unidos da Madrugada reúne os parceiros do Lona Preta e do Boca de Serebesqué e sai pelo bairro do Patriarca nesse domingo. Além do samba-enredo de 2014, os núcleos de criação do Dolores apresentam suas intervenções carnavalescas. Mais informações no nosso blog em breve.

 

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Unidos da Lona Preta nesse carnaval

A Unidos da Lona Preta, escola de samba do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, faz sua intervenção carnavalesca no mês de fevereiro:

  • 23 de fevereiro - domingo - 13 hs - na Rua da Abolição, no bairro do Bexiga
  • 28 de fevereiro - sexta - concentração das 16 às 20 hs, em espaço da Grande São Paulo




Para saber mais sobre a Unidos, acesse a entrevista feita com Tiarajú Pablo pela Brasil de Fato clicando aqui.

Conheça o Samba Enredo de 2014 "LEMBRAR É RESISTIR: NOS CINQUENTA ANOS DO GOLPE, O POVO BRASILEIRO SEGUE EM LUTA E PERGUNTA: O QUE RESTA DA DITADURA"




Me embala no teu colo... minha mãe
O sangue no teu solo... não é vão
Um grito forte, já se escuta:
Verás que o MST não foge à luta

Brasil, a luz se apagou
Quando a águia pousou
E espalhou no continente a escuridão
Censura, exílio, clausura
Pra aprofundar um sistema opressor
Milagre econômico: que farsa!!!
"Milágrima" caiu do pau-­‐de-­‐arara
"Caminhando e cantando"
A Lona Preta "Vai Passar"
Gritando contra a ditadura
'Cabou o nome, ficou a estrutura

A mãe que perde o filho...resistiu
A voz do oprimido...não calou
Cadê o Amarildo?...que sumiu
O povo perguntou

Setenta neles outra vez Brasil?
A história se repete como taça
Na boca da massa, mordaça e repressão
Fumaça que arde nublando a visão
Direito de classe: tortura e prisão
No campo, na periferia
Democracia sem justiça é mentira
E segue solto o genocida, que ainda vai pagar
Pelos desaparecidos, Pinheirinho e Carajás

E então cantar feliz
Passar a limpo a história
Plantando o futuro do nosso país
Verdade, justiça e memória