"(...) ao fim dos trabalhos, oferecer uma festa com música e pinga. Assim, o mutirão se faz não só uma forma de associação para o trabalho, mas também uma oportunidade de lazer festivo (...)" - Darcy Ribeiro, O Povo Brasileiro.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Boletim Dolores - Fevereiro de 2015
É CARNAVAL, SEGUNDA FEIRA NÃO TRABALHO NEM A PAU....A cidade mais uma vez se enfeita para a festa, nas periferias os que constroem o cotidiano de uma escola de samba já respiram a ansiedade, nas pequenas agremiações também a expectativa para a semana festiva é grande, pequenos blocos de foliões, cordões ou blocos de sujos pipocam pela cidade... A expectativa é somente pela chegada do grande dia de ocupar pequenas ruas dos bairros e poder soltar seu grito de liberdade, beber a canseira do dia a dia, e suar a camisa, não pelo maléfico trabalho diário que deteriora nossos sonhos, mas pela alegria da certeza de que ainda na quarta feira de cinzas encontraremos tempo de restituir nosso físico, nossos corações e mentes.Também nós do Dolores nos inserimos na festa carnavalesca, de certa forma até um pouco natural, pois esta festa apesar de todas as investidas do capital é sim uma festa dos trabalhadores, dos pobres, negros, periféricos.Nosso pequeno bloco Unidos da Madrugada, embora nunca tenha saído na madrugada, faz sobrevoar sua coruja símbolo pelo bairro do Patriarca, arrastando foliões de vários pontos da cidade e também aqueles desavisados que vendo a banda passar pela janela não se acanham em sair à rua pra brincar a festa ao som de nossa batucada.Cantaremos e celebraremos os 15 anos do Coletivo Dolores Boca Aberta, nossa luta, nossa arte, nosso carnaval que a 5 anos anima o CDC Patriarca. Convidamos a todos para somar nesta folia!!!Neste ano a coruja dará seu rasante na sexta feira 13 de carnaval. A concentração será a partir das 18hs, em frente ao metrô Patriarca.Tita ReisVeja o nosso carnaval de 2014 através do vídeo produzido pelo Projeto Batuque - SP.

Dolores em luta, em ato e em festaSamba-enredo Unidos da Madrugada 2015
Veio do morro vermelhoMostrando logo a que veioNa luta construindo seu enredo
Faz mutirão, batucada,Ocupação na quebrada.Vem sambar unidos da madrugada.
Nasceu no ano 2000Menina lida com seu sonho juvenilFazer teatro na periferiaÉ do povo, quem diriaDepois do trampo transformando o dia a dia
Mas sabe que sozinha não dá mãoFez poesia de dentro da lotaçãoDançou na sombra de um incêndio, "arreuniu"Na militância o horizonte se abriu
A vida não finda, bailarinaEu bebo eu fumoEu como com farinha
Eu não me envergoEu não me quebroEu perco folhasSou osso duro de roer
A vida não finda, bailarinaEu bebo eu fumoEu como com farinha
Meu pixaim não tem medo de canibal15 anos nesse Carnaval!
Um diamante que não quer se lapidarNem o petróleo a fez um dia se curvarMulher e mãe botou a vida para cirandarComer, dormir, trepar.
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Para mais informações sobre alguma atividade ou notícia desse informativo,ou mande um e-mail para gente: doloresbocaaberta@gmail.com
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CDC Vento Leste – Rua Frederico Brotero, 60 – Cidade Patriarca
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Boletim Dolores - Janeiro de 2015
Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, nome e sobre nome, somos nós.
Nós numerosos, críticos, politizando-se. Nós trabalhadores da vida social e fazedores de arte na vida poética que nos constitui como ser social.
A Dolores, isso, o Coletivo Dolores é uma Mulher, que faz teatro com os filhos no peito, amamentando, que esbraveja, acalenta, cria, briga, ama e pulsa.
Dolores menina faceira, completa em 2015, 15 anos, uma debutante às avessas, que faz mutirão e festa, com cerveja e poesia nas margens do Morro Vermelho e beija sorrindo estrelas e canta canções de ninar sonhando com Carnavais ContraHegemonicos que atravessam portões e cavalarias, desempoçam vitrines Louis Vuitton, talhando instituições bancárias e incendiando papéis do agronegócio, enquanto a fogueira esquenta os tambores para o Jongo no terreiro, e, foliões embebidos na farra, banqueteiam-se em vinho, queijos e outros líquidos excitantes.
Somos nós, A Dolores, uma Mãe em incansáveis ocasiões. Agindo como Mãe, errando como Mãe, admitindo e amando como Mãe, no imediatismo dos nossos aluguéis, da compra do mês, do cigarro barato, da cerveja no copo, dos rascunhos nos papéis, dos cafés, dos poemas, dos amores, da cozinha cheia, dos risos, nas piadas e nas esquinas que a vida nos opõe.
A Dolores é um coletivo que abraça o mundo de forma poética, artística e carnavalesca, porque sonha em sambar nas Casas Embebedando-se de Toró, subir em pés de Bergamotas e despertar-se do Jornal Nacional, porque lê os poemas do Piva e faz peça de teatro, dança como Sombras Neste Incêndio, milita e atua como sujeito periférico, trabalhador e fazedor de arte que não se deslumbra em Meninos Diamantes do Indivíduo Individual.
A Dolores nesse último ano, quis ser maior ainda, pariu muitos filhos e muitos sonhos, e como Mãe Dolores que é passou por processos e transformações e como não se pode viver sem Comer, Dormir e Trepar, inventou a Trilogia da Necessidade.
Nossas Longas Pernas de Subir Colinas nos levam por caminhos de Lutas, onde nossa poética em comunhão com companheiros que bradam (em oposição) às formas opressoras estabelecidas por instituições financeiras, que clamam revoluções contra Barões, Primeiras Damas da Barbárie e Canapés servidos nas galerias de artes luz fria.
Somos uma varanda, vasta, onde debruçam sonhos, inquietações e poesia que transformamos em luta.
Erika Viana
Dirce Ane
(clique no quadrinho para vê-lo ampliado)
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Boletim Dolores - Dezembro de 2014
No imediatismo do dia: comer ou não comer, eis a questão.
No imediatismo do mês: pagar ou não pagar o aluguel.
Eu fico olhando pro céu: meu deus, tudo vai mal!
Mas ao olhar as estrelas, meu imediatismo é sideral.
Naiman
Aiai, no nosso trabalho chamado Casa de Dolores (2003) o personagem Clou - palhaço de teatro\ator de circo - vivia seu drama pessoal sintetizado na canção do querido Naiman, acima exposta. A precariedade da vida daquele trabalhador das artes era facilmente identificada com a vida do público presente. A aparente particularidade da ficção se espelhava numa generalidade de casos reais.
O trabalho cotidiano do Dolores continua assolado pelos imediatismos do dia, do mês... e nosso foco sideral, nossa utopia sangra e ganha sinais de tempo.
Ainda portamos a chama das transformações e o desejo revolucionário assenta-se na calma da luta histórica. Ainda convictos, ainda trabalhadores precarizados, produzindo ainda...
Em meio à avalanche de necessidades conseguimos alinhavar outra grande experiência estética. O "Rolezinho Político-Carnavalesco" - encenação ainda inédita - já engatinhando pelas ruas e espaços parceiros. Tivemos a grata oportunidade de mostrá-lo para militantes-estudantes de 17 países latino-americanos na Escola Nacional Florestan Fernandes do MST, depois a alegria de dialogar com nossos amigos da Brava Companhia e o pessoal do Sacolão e agora, seguimos com nossos parceiros do Movimento de Teatro de Rua (MTR) na mostra Lino Rojas.
Mais de uma década após os dramas de Clou nossas necessidades ainda se condensam em aluguel, comida, trabalho. A temática de nossas produções estéticas ainda circundam estas questões não resolvidas e, como demonstra as relações mercantis e capitalistas, distantes de resolução.
As criações críticas fluem reanimando a luta e a espiral dos movimentos reapresentam temas. Nossa Didi voltou a produzir quadrinhos, e estes marcados pela mesma luta, embora outra, e os mesmos temas, apesar de reproduzidos todos os dias pelas forças que nos governam, oprimem e atravessam.
O trabalho cotidiano do Dolores continua assolado pelos imediatismos do dia, do mês... e nosso foco sideral, nossa utopia sangra e ganha sinais de tempo.
Ainda portamos a chama das transformações e o desejo revolucionário assenta-se na calma da luta histórica. Ainda convictos, ainda trabalhadores precarizados, produzindo ainda...
Em meio à avalanche de necessidades conseguimos alinhavar outra grande experiência estética. O "Rolezinho Político-Carnavalesco" - encenação ainda inédita - já engatinhando pelas ruas e espaços parceiros. Tivemos a grata oportunidade de mostrá-lo para militantes-estudantes de 17 países latino-americanos na Escola Nacional Florestan Fernandes do MST, depois a alegria de dialogar com nossos amigos da Brava Companhia e o pessoal do Sacolão e agora, seguimos com nossos parceiros do Movimento de Teatro de Rua (MTR) na mostra Lino Rojas.
Mais de uma década após os dramas de Clou nossas necessidades ainda se condensam em aluguel, comida, trabalho. A temática de nossas produções estéticas ainda circundam estas questões não resolvidas e, como demonstra as relações mercantis e capitalistas, distantes de resolução.
As criações críticas fluem reanimando a luta e a espiral dos movimentos reapresentam temas. Nossa Didi voltou a produzir quadrinhos, e estes marcados pela mesma luta, embora outra, e os mesmos temas, apesar de reproduzidos todos os dias pelas forças que nos governam, oprimem e atravessam.
Luciano Carvalho
O ano de 2014 chega aos seus últimos dias, com suas últimas forças.
Dia 4 de dezembro, às 18h30, na Praça do Patriarca, fazemos nossa
última apresentação do "Rolezinho Político-Carnavalesco"
na 9ª Mostra de Teatro Lino Rojas. Chega mais!!!
E pra finalizar, uma leva de mutirões de organização do nosso espaço,
algumas conversas importantes (15 anos de Dolores já tá na esquina!)
e confraternização e descanso.
Que 2015 seja um ano de muito trabalho, alegria e luta!!
"Só a luta muda a vida!"
E o Jongo dos Guaianás segue com suas rodas na Comuna Dolores Guaianases.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Boletim Dolores - Novembro de 2014
Passado mais um Outubro bordeaux, lembremos do Nov... embro
“(…) sobra sebastião
catando guimbas açucaradas
meninos cola-tocadores
de pífanos e cachimbos
engraxando cães-noturnos-policiais
enquanto isso
madames-ONG negociam melaninas
na avenida
Santo-Coração”
Das indisposições no posicionamento dos braços, direitos e esquerdos, esqueletos debruçados sobre os ombros dos outros em trens lotados, em latas de tinta vazia, e uma vasilha onde se lava uma caneca de arroz pra dez bocas, uma cortina de fumaça ainda por desfazer, existe - Entre o vai-vem da Cidade em riste (non ducor, duco), assimetrias nos olhos rescém-azul-adolescidos dos nuulistas, em dia-a-dia com a academia e o pilates - “Lavo minhas mãos!” - e de tanto tontear pelas beiradas dos agrotóxicos e dos pesticidadanias, nossos corpos enfeitados de Oxi, tattoos, blue-jeans, fésti-fudis, greek barbecue, johnsons e johnsons, e hippie-rópi e samba roots, a alternativa nos impõe que não façamos de conta - De cá pra lá, gastaremos as solas do sapato até atingir o Zênite de Nov...embro, quando lembro de Junho, e que as folhas do calendário não renascem junto aos ramos da Primavera, e só secam, e sossegam as gargantas sem água, até que se inflamem novamente, mentes e corações, decididamente, e prestes a tomar com o corpo a própria História...
...porque daqui em diante o Carnaval continuará, pra além de Fevereiro, nos lambendo e saturnando nosso próprio samba-enredo: “Fogo nos Palácios, Paz às Periferias!”
Tiago Mine
Nesse mês começamos a circulação de final de ano de nosso "Rolezinho Político-Carnavalesco", experimento cênico-batuqueiro do grupo. Nosso ensaio aberto acontece em espaço privilegiado, na Escola Nacional Florestan Fernandes do MST no dia 7 de novembro. Em seguida temos mais duas apresentações agendadas: no dia 22 de novembro, nos apresentaremos na sede da Brava Companhia, no Sacolão das Artes na ZS de São Paulo, e no dia 4 de dezembro às 18h, na Praça do Patriarca pela Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas.
E o Jongo dos Guaianás segue com suas rodas na Comuna Dolores Guaianases. Para acompanhar as atividades, siga o perfil do Jongo dxs Guaianás no facebook.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Boletim Dolores - Outubro de 2014
Nas avaliações percebemos o quão interessante foram as pesquisas que realizamos com a divisão do Dolores nos núcleos, mas o futuro nos pede trabalhos em conjunto com todos os “dolorianos”, e nós resolvemos aceitar esse pedido. Foi nesse mês também que passamos susto. Tivemos a “visita” de uma fiscal da prefeitura que nos ameaçou de despejo, dizendo que não tinha conhecimento do que estava acontecendo no CDC. Estranho foi o fato de que só agora tenha percebido a movimentação, depois de mais de 10 anos que desenvolvemos atividades no Por fim, a busca constante para viabilizar nossa luta político-artística, nos fez parar para produzir coletivamente novos projetos. Fomos por alguns caminhos que o Dolores pouco trilhou, de procurarmos nos desafiar para outros cantos do Brasil, para outros cantos fora do CDC. Queremos mesmo é trocar experiências, fazer novas parcerias e nos enriquecer com novas histórias… esperamos que isso nos paute para novas e futuras atividades. | |
Maria Aparecida | |
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