sábado, 12 de março de 2011

Insônias de Antônio no Engenho Teatral os dias 19 e 20 de MARÇO


O arquiteto Antônio participa do projeto de um grande empreendimento, mas não pelo lado criativo, e sim destrutivo: seu conhecimento urbanístico serve aos interesses da Corporação para remover uma favela do local onde se construirá o condomínio. Isso o faz remoer, em momentos de insônia, toda a trajetória que o levou a essa condição.

A peça faz uma radiografia teatral de um indivíduo de classe média: seus anseios, medos, suas desilusões, suas mentiras. Inicialmente, parece um monólogo: o personagem conta ao público histórias de sua vida, nós o vemos em suas ações no trabalho e na vida pessoal. No entanto, trata-se na verdade da paródia de um monólogo: está sempre em cena o coro dos Invisíveis, que comenta as ações de Antônio com música e humor, num viés crítico. Este coro representa tanto os trabalhadores que o cercam e a ele servem sem nunca serem notados, quanto os poderes "invisíveis" do capital, que governam sua vida.

Portanto, ao contrário da exposição de Antônio como um indivíduo extraordinário, vemos os papéis sociais que ele é condicionado a representar, inclusive nos aspectos que parecem mais privados, como a vida amorosa e familiar.

Insônias de Antônio foi concebida e exibida originalmente como segundo ato da Saga do Menino Diamante, na primeira temporada em que o espetáculo do grupo Dolores Boca Aberta esteve em cartaz, no ano de 2009, em sua sede no bairro Cidade Patriarca, zona leste de São Paulo. Não se tratava, no entanto, da continuação de uma trama com personagens fixos, mas de uma contrapartida do movimento de massas representado no primeiro ato da Saga.

Na Saga do Menino Diamante, representava-se o processo de migração de trabalhadores para uma grande metrópole brasileira na segunda metade do século XX, seus momentos de capitulação e resistência na constituição das favelas, como exército de mão-de-obra barata, e seu processo de formação de consciência; já em Insônias de Antônio vemos, com uma lente de aumento, uma fração social que participa deste processo, a classe média, como elo entre as massas e as classes dominantes.

Assim, uma obra não depende da outra para ser compreendida, mas ambas provêm de uma visão do grupo Dolores sobre a conjuntura histórica recente e atual da cidade, e do país.

Link Engenho Teatral



quinta-feira, 3 de março de 2011

Carnaval Contra Hegemônico 2011

CALENDÁRIO do

CARNAVAL

CONTRA HEGEMÔNICO

2 0 1 1

Sexta – 04 de março – 19h - JANDIRA

Unidos da Lona Preta

BATUCADA DO POVO BRASILEIRO

“A luta fazendo o samba; o samba fazendo a luta”

Comuna Urbana Dom Hélder Câmara

Rua Nicolau Maevski, 491 – Bairro Sol Nascente – Jandira

Sábado – 05 de março – A partir das 14h - GUAIANASES

SAMBA DOS BOCA DE SEREBESQUE

"Neste Carnaval eu vou sair mandando Brasa"

Desconcentração na Casa do Norte do Seu Manoel na

Rua Prof. Cosme Deodato Tadeu (Rua da antiga subprefeitura, próximo ao Mercado Municipal de Guaianases)

Domingo – 06 de março – A partir das 16h30 – CIDADE PATRIARCA

ENCONTRO DAS BATUCADAS

Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, Os Boca de Serebesqué e Unidos da Lona Preta

Ajuntamento no Clube Da Cidade - CDC Patriarca

Rua Frederico Brotero, 60 – Cidade Patriarca

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Marcha com a Karroça neste Sábado (19/2)

Cia. Antropofágica de Teatro sai pelas ruas da Cidade de São Paulo com a Karroça. Intervenção teatral pelas ruas, avenidas e praças. O Uso social do espaço público para realização de atividades artístico-culturais em diálogo com a população da Cidade de São Paulo.

Intervenção Teatral que será realizada pela Cia. Antropofágica no próximo dia 19 de Fevereiro. Como parte do projeto “Liberdade em Pi(y)ndorama – Parte 2″, contemplado pela 16º edição da Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, a Cia. Antropofágica realizará a grande marcha com a Karroça em um trajeto que irá da Zona Leste à Zona Oeste de São Paulo.

A Karroça é um veículo de intervenção cênico-musical da Cia. Antropofágica que surgiu a partir de pesquisas sobre a vida dos trabalhadores tropeiros durante o período do Brasil Império.

1º Etapa do Trajeto

19/02 às 9h – Buraco D’Oráculo – Dolores Boca Aberta

Saída: Rua Antônia Teresa de Paula Matias, 175 – Cangaíba

Chegada: Rua Dr. Frederico Brotero, 60 – Patriarca

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Engenho Teatral apresenta "Em Padaços" no DCD Patriarca

O espetáculo parte do cotidiano da periferia, abordando desde o desejo sexual adolescente até impasses da economia de mercado, em cenas curtas e independentes, num ritmo alucinante, dinâmico e nada discursivo, próprio da TV e do vídeo-clip.

Dias 11 e 12 de dezembro a partis das 19:00Hs.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sarau Dolores 10 Anos



O sarau é uma tradição doloriana, desde quando a sede do grupo era a “casa-comunidade” ondem viviam vários integrantes do grupo. Era uma oportunidade de ver e mostrar trabalhos em processo, ou excertos de trabalhos concluídos, conhecer gentes e artes, encontrar camaradas. A arte influindo na festa e a festa influindo na arte, sem que um impeça a concentração ou expansão do outro. Por isso, nesse ano em que o grupo Dolores Boca Aberta comemora uma década de existência-resistência, comemoraremos com uma nova edição do Sarau Doloriano.
Pelos saraus do Dolores já passaram artistas da região, de outros pontos da cidade e do país: o escritor Bruno Zeni, o compositores-cantores Derli Rocha, Luama, Naiman, os atores-performers Nilson Muniz e Alan Benatti, os coletivos musicais Nhocuné Soul e MPA (Zulu de Arrebatar e companheiros), entre tantos outros.

Para esta edição, teremos participações dos grupos Companhia do Feijão, Engenho Teatral, Companhia Antropofágica, Estável+Dolores (cena do espetáculo Conjugado), dos músicos Danilo Monteiro+Fernando Chuí (tocando Itamar Assumpção), Joana Flor, Renato Gama, Derli Rocha, entre outros.

O sarau acontece no dia 4 de dezembro, começa às 22 horas e vai noite adentro. A entrada é gratuita. O endereço é rua Frederico Brotero, 60, no CDM Patriarca, a 10 minutos a pé do metrô Patriarca, ao lado do posto de saúde e da escola municipal José Bonifácio.